quinta-feira, 29/10/2026

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China solicita revogação de veto dos EUA ao DeepSeek após restrições em agências federais americanas

Na última terça-feira (20), o Ministério do Comércio da China expressou sua indignação em relação a uma nova ordem do governo dos Estados Unidos, que proíbe o uso do modelo de inteligência artificial DeepSeek…

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Na última terça-feira (20), o Ministério do Comércio da China expressou sua indignação em relação a uma nova ordem do governo dos Estados Unidos, que proíbe o uso do modelo de inteligência artificial DeepSeek em agências federais norte-americanas. A decisão é vista como um golpe aos interesses das empresas chinesas e uma violação dos acordos firmados entre os líderes das duas nações.

O governo chinês não hesitou em exigir que os EUA “corrijam imediatamente” suas ações, caracterizadas como práticas discriminatórias. Pequim afirmou que está atenta aos desdobramentos e que tomará as medidas necessárias para proteger seus interesses. A controvérsia se intensificou após o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA ter determinado a remoção do DeepSeek de sistemas de TI federais, alegando que seu uso representa “múltiplos vetores de ameaça”, principalmente no que diz respeito à segurança de dados confidenciais.

O ministério chinês não escondeu seu descontentamento, afirmando que a ordem norte-americana é uma afronta à cooperação bilateral e que os EUA deveriam trabalhar junto à China em um diálogo produtivo sobre inteligência artificial. A decisão de Washington destaca um crescente ceticismo em relação à tecnologia chinesa, refletindo preocupações sobre a segurança nacional.

Além disso, na mesma semana, a China criticou sanções impostas pelos EUA a cinco entidades chinesas acusadas de roubo de segredos comerciais relacionados à inteligência artificial. Entre elas, a Shanghai Zhisuan Technology, que teve seu fundador condenado por crimes de espionagem industrial, embora sua pena tenha sido parcialmente revertida.

A resposta de Pequim a essas sanções foi veemente, com a acusação de que os EUA estão exagerando a questão do roubo de segredos comerciais e difamando empresas chinesas. O embate entre as duas potências reflete não apenas uma disputa econômica, mas também uma batalha ideológica sobre o futuro da tecnologia e sua regulação em um mundo cada vez mais interconectado.