Na última terça-feira (20), Elon Musk trouxe à tona a possibilidade de uma fusão entre a SpaceX e a Tesla, afirmando que a ideia seria “promissora”. O bilionário revelou que ambas as empresas formaram comitês especiais para discutir a viabilidade da operação, o que gerou um impulso nas ações da SpaceX, que subiram 8% após o fechamento do mercado. Essa especulação se intensificou após um relatório do Barclays, que indicou que um anúncio poderia ocorrer antes da assembleia anual da Tesla, agendada para dezembro.
Durante uma teleconferência com investidores, Musk enfatizou que a decisão final sobre a fusão depende dos comitês, formados por conselheiros independentes, e que ele, devido a um conflito de interesses, não pode participar diretamente das discussões. A criação desses grupos foi uma resposta ao apelo dos acionistas, que também precisariam aprovar qualquer acordo.
Além disso, a SpaceX anunciou seu primeiro lucro desde a abertura de seu capital. Musk projeta que a receita anual recorrente da empresa alcance entre US$ 500 bilhões (R$ 2,5 trilhões) e US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) até 2027, impulsionada pela demanda crescente por capacidade em seus centros de dados, especialmente com o avanço da inteligência artificial. A receita da SpaceX cresceu 161% no terceiro trimestre, totalizando US$ 14,58 bilhões (R$ 73,1 bilhões), com uma explosão de quase dez vezes nas receitas provenientes de serviços relacionados à inteligência artificial.
Musk, que detém cerca de 20% da Tesla e quase 50% da SpaceX, pode ver um aumento significativo em seu controle acionário caso a fusão se concretize. As negociações têm avançado nas últimas semanas, e a Tesla está sendo assessorada por um banco de investimentos neste processo.
Embora os comitês ainda não tenham chegado a um consenso sobre os termos da fusão, Musk alertou que é prematuro considerar a operação como certa. Além das discussões sobre fusão, Musk também anunciou que a Terafab, uma joint venture entre SpaceX e Tesla voltada para a fabricação de chips, espera iniciar a produção em larga escala de seu primeiro chip de teste até o terceiro trimestre de 2028.
Embora o avanço da inteligência artificial esteja moldando o futuro da SpaceX, a empresa ainda depende do sucesso de seu serviço de internet via satélite Starlink e da operação regular de seus foguetes Starship para solidificar suas ambições de longo prazo.
Crédito da imagem: Musk, Spacex e Tesla



