quarta-feira, 28/10/2026

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Especialistas da ONU analisam influência da Meta nas eleições brasileiras

Em meio a um cenário eleitoral tenso no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitou um parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre as práticas adotadas pela Meta, empresa controladora do Facebook, WhatsApp e…

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Em meio a um cenário eleitoral tenso no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitou um parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre as práticas adotadas pela Meta, empresa controladora do Facebook, WhatsApp e Instagram. A iniciativa surge após uma série de alertas de especialistas independentes da ONU, que pedem uma investigação sobre a possível restrição desproporcional de conteúdos relacionados a um dos lados da disputa eleitoral.

Os observadores da ONU enfatizaram a importância das plataformas digitais como “atores fundamentais no debate democrático”. A preocupação é que a moderação e os algoritmos utilizados pela Meta possam influenciar o acesso à informação e a liberdade de associação, elementos essenciais para a integridade do processo eleitoral. Entre os problemas identificados estão interrupções nas contas de campanha, variações no engajamento do público, e restrições nas publicações, especialmente no Instagram.

Os especialistas argumentam que a manipulação algorítmica não deve atuar como um juiz invisível nas discussões políticas. Eles exigem que a Meta esclareça os critérios utilizados em suas decisões de moderação e corrija quaisquer impactos desiguais que possam surgir. “A democracia e eleições livres e justas dependem de plataformas independentes e consistentes”, alertaram, ressaltando a necessidade de um ambiente onde o debate possa ocorrer sem interferências arbitrárias.

A pressão sobre a Meta se intensifica à medida que a empresa é chamada a reavaliar seus sistemas de moderação e recomendação. A nota, assinada por nove especialistas em direitos humanos vinculados ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, reflete a crescente preocupação com a ética das plataformas digitais no contexto democrático brasileiro.

Enquanto isso, manifestações em frente à sede da Meta em São Paulo revelam a insatisfação pública e a demanda por maior transparência e responsabilidade das grandes empresas de tecnologia em relação ao impacto de suas operações no processo eleitoral.