A Taction, uma empresa de tecnologia de San Diego, está buscando aumentar a indenização de US$ 5,7 bilhões que recebeu da Apple por violação de patente. Após um júri federal considerar que a gigante da tecnologia utilizou indevidamente uma tecnologia de feedback háptico em seus dispositivos, a Taction pediu à Justiça dos Estados Unidos que inclua compensações por vendas mais recentes e juros acumulados, o que poderia inflacionar ainda mais o montante a ser pago pela fabricante do iPhone.
Em setembro, a decisão do júri se tornou histórica, sendo a maior indenização já concedida nos EUA por violação de patente. O feedback háptico, tecnologia que permite que dispositivos como iPhones e Apple Watches vibrem para oferecer respostas táteis ao usuário, foi o cerne da disputa. A Taction argumenta que a indenização original cobre apenas as vendas realizadas até março deste ano e, portanto, solicita que o tribunal considere as vendas dos seis meses subsequentes.
Além disso, a empresa pede que os juros sejam aplicados desde antes do julgamento, com base na taxa legal da Califórnia de 7%, o que poderia adicionar centenas de milhões de dólares à conta final. A Taction reiterou ao tribunal que o valor já estipulado não deve ser um impeditivo para a concessão dos juros, enfatizando que “o valor da indenização concedida pelo júri não é motivo para reter os juros”.
Por sua vez, a Apple nega qualquer irregularidade e já anunciou que pretende recorrer da decisão, além de solicitar a anulação do veredicto. Em um contexto semelhante, a Apple enfrentou recentemente outra condenação, onde foi obrigada a pagar US$ 184,2 milhões em juros a outra empresa, a Masimo, no âmbito de um processo relacionado à propriedade intelectual. Este caso ressalta a crescente tensão no setor tecnológico, onde disputas sobre patentes se tornam cada vez mais comuns e impactam significativamente as finanças das empresas envolvidas.
Crédito da imagem: Logotipo da Apple



