quarta-feira, 28/10/2026

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Assinatura de eleitor em caderno de votação não pode ser usada como prova de fraude nas urnas, esclarece especialista.

Um vídeo que circula amplamente nas redes sociais tem gerado confusão entre os eleitores. Nele, uma mulher aconselha os cidadãos a assinarem o caderno de votação durante as eleições, alegando que isso garantiria a…

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Um vídeo que circula amplamente nas redes sociais tem gerado confusão entre os eleitores. Nele, uma mulher aconselha os cidadãos a assinarem o caderno de votação durante as eleições, alegando que isso garantiria a comprovação do voto e ajudaria a evitar fraudes nas urnas. Entretanto, essa informação é falsa.

O conteúdo do vídeo, que ganhou destaque principalmente em plataformas como Instagram e Facebook, sugere que a assinatura no caderno é uma proteção contra a manipulação dos resultados. A recomendação inclui instruções sobre como insistir na assinatura, mesmo diante de possíveis objeções de mesários nas seções eleitorais. Contudo, essa orientação já foi desmentida.

No último domingo (25), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu uma nota oficial esclarecendo que a assinatura no caderno de votação não tem validade para futuras auditorias. O que realmente conta é o voto digitado e confirmado pelo eleitor na urna. Para aqueles que utilizam a biometria, a assinatura é dispensável, pois a impressão digital já comprova a presença do eleitor.

A confusão se intensifica ainda mais, pois o TSE alerta que a assinatura pode até prejudicar o andamento da votação. Em casos onde a biometria falha após quatro tentativas, o eleitor deve assinar, mas isso não é uma estratégia eficaz para contestar resultados.

Além disso, os resultados das eleições podem ser auditados através do Boletim de Urna (BU), que é um documento impresso ao final da votação e disponibilizado online. Esse procedimento permite que os dados do TSE sejam comparados aos registros gerados pelas urnas, assegurando a transparência do processo eleitoral.

Portanto, é fundamental que os eleitores tenham acesso a informações corretas e confiáveis para que possam exercer seu direito de voto sem se deixar levar por desinformações.