Um vídeo que circula amplamente nas redes sociais tem gerado confusão entre os eleitores. Nele, uma mulher aconselha os cidadãos a assinarem o caderno de votação durante as eleições, alegando que isso garantiria a comprovação do voto e ajudaria a evitar fraudes nas urnas. Entretanto, essa informação é falsa.
O conteúdo do vídeo, que ganhou destaque principalmente em plataformas como Instagram e Facebook, sugere que a assinatura no caderno é uma proteção contra a manipulação dos resultados. A recomendação inclui instruções sobre como insistir na assinatura, mesmo diante de possíveis objeções de mesários nas seções eleitorais. Contudo, essa orientação já foi desmentida.
No último domingo (25), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu uma nota oficial esclarecendo que a assinatura no caderno de votação não tem validade para futuras auditorias. O que realmente conta é o voto digitado e confirmado pelo eleitor na urna. Para aqueles que utilizam a biometria, a assinatura é dispensável, pois a impressão digital já comprova a presença do eleitor.
A confusão se intensifica ainda mais, pois o TSE alerta que a assinatura pode até prejudicar o andamento da votação. Em casos onde a biometria falha após quatro tentativas, o eleitor deve assinar, mas isso não é uma estratégia eficaz para contestar resultados.
Além disso, os resultados das eleições podem ser auditados através do Boletim de Urna (BU), que é um documento impresso ao final da votação e disponibilizado online. Esse procedimento permite que os dados do TSE sejam comparados aos registros gerados pelas urnas, assegurando a transparência do processo eleitoral.
Portanto, é fundamental que os eleitores tenham acesso a informações corretas e confiáveis para que possam exercer seu direito de voto sem se deixar levar por desinformações.



