O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, revelou em uma postagem na rede social X que se tornou vítima de um ataque cibernético que resultou no vazamento de seus dados pessoais. Ele denunciou que informações sigilosas estão sendo divulgadas na dark web e que sua família também está sendo ameaçada. Tajani expressou sua determinação em não se deixar intimidar: “Não me deixarei intimidar de forma alguma”, afirmou.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reagiu à situação, responsabilizando hackers supostamente ligados à Rússia pelo incidente. Em suas declarações, ela classificou o vazamento de informações sobre membros do governo como “uma questão de extrema preocupação”, destacando a necessidade de um enfrentamento rigoroso a esse tipo de crime cibernético.
Tajani sugeriu que a motivação por trás do ataque está relacionada ao apoio da Itália à Ucrânia em meio ao conflito com a Rússia. “Defender a liberdade de um Estado soberano e a democracia é o que nos coloca na mira desses criminosos”, disse o ministro, enfatizando o risco que sua postura política pode representar.
O cenário de ciberataques na Europa tem se agravado, com diversos incidentes registrados recentemente. Apenas nas últimas semanas, supermercados franceses sofreram com um ataque que elevou a temperatura de refrigeradores, provocando incêndios e destruição de alimentos. Países como Suécia, Irlanda e Bélgica também foram alvos de ações semelhantes, que comprometeram suas redes de refrigeração.
Além disso, o setor aéreo experimentou um tumulto esta semana, quando voos comerciais foram ameaçados com falsas alertas de bombas, gerando confusão em várias nações. Esse aumento na atividade de hackers sinaliza uma crescente vulnerabilidade das infraestruturas europeias em um contexto de tensões geopolíticas e desafios de segurança cibernética.



